Cálculo coraliforme: o que é e como tratar.

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Cálculo coraliforme: o que é e como tratar Diferente das pequenas pedras nos rins que costumam causar cólicas intensas ao tentar passar pelo canal da urina, o cálculo coraliforme é uma condição mais complexa e silenciosa. Ele recebe esse nome porque cresce tanto que passa a ocupar as cavidades internas do rim, moldando-se ao formato do órgão e assemelhando-se a um coral marinho. O que causa esse tipo de cálculo? A principal causa do cálculo coraliforme não é apenas a baixa ingestão de água ou a dieta, mas sim a presença de infecções urinárias crônicas. Certas bactérias têm a capacidade de quebrar a ureia presente na urina, tornando o ambiente básico (alcalino). Essa alteração química favorece a cristalização de minerais conhecidos como estruvita (fosfato de magnésio e amônio). O resultado é uma pedra que cresce rapidamente, podendo ocupar todo o sistema coletor do rim em poucos meses. Sintomas e sinais de alerta O grande perigo do cálculo coraliforme é que ele pode ser assintomático por muito tempo. Como a pedra está “encaixada”, ela não bloqueia o fluxo de urina de forma súbita como uma pedra pequena faria. No entanto, o paciente deve ficar atento a: Dores lombares persistentes e de leve intensidade; Infecções urinárias que retornam com frequência; Sangue na urina (hematúria); Febre e calafrios sem causa aparente.

Se não for tratado, o cálculo pode levar à destruição progressiva do tecido renal e, em casos graves, a uma infecção generalizada. Como é feito o tratamento? Devido ao seu tamanho avantajado, o cálculo coraliforme raramente é expelido de forma natural ou tratado apenas com mudanças na dieta. A intervenção cirúrgica é quase sempre necessária para preservar a função do rim. A técnica mais utilizada é a Nefrolitotripsia Percutânea. Nela, o urologista faz uma pequena incisão na região lombar para acessar o rim diretamente, fragmentar a pedra com laser ou ultrassom e remover os pedaços. Em casos específicos, pode-se combinar essa técnica com a ureterorrenoscopia flexível (via canal da urina). Dica de prevenção A melhor forma de evitar o surgimento ou a recorrência é o acompanhamento urológico regular. Tratar infecções urinárias de forma completa e manter uma hidratação adequada são passos fundamentais para manter seus rins livres dessas formações.